quinta-feira, 3 de abril de 2008

A ética e a filosofia

Peguei num texto de Gilles Lipovetsky ( filósofo contemporâneo) para servir de introdução a um debate sobre os valores.
Diz ele que , desde há milénios, os valores morais são sempre os mesmos...mas a ética tem uma história. Distingue 3 fases na história da moral ocidental. A 1ª e mais longa corresponde ao momento teológico da moral. Fora da igreja e da fé em deus não podia existir virtude. A 2ª inicia-se no final do sec XVII e é a fase laico-morlista. Os princípios morais são estritamente racionais, universais e independentes das confissões teológicas( seculo das Luzes). Foram as sociedades laicas que inventaram os direitos humanos. Segundo este autor, estamos agora a iniciar uma 3ª fase a que ele chama "pós-moralista". É originada numa sociedade que estimula mais os desejos, o ego, a felicidade, o bem-estar individual do que a abnegação. Liquidou a cultura da ética dos sacrifícios.. Defendem-se os resultados a curto prazo e desvaloriza-se o esforço.
No entanto, estas novas democracias reafirmam um núcleo estável de valores socialmente aceites: os direitos humanos, a honestidade, a tolerância, a recusa da violência e da crueldade. Fala de um individualismo responsável.
O que pensam disto?

22 comentários:

TãoSóUmPai disse...

Acredito que, depois da guerra fria, o liberalismo económico se revelou em toda a sua bestialidade, porque não precisa de provar que é melhor do que o comunismo. As palavras e os textos de liberdades e direitos são remanescentes cínicos de algo que se pretende acabar. O nivelamento é feito por baixo, já não há defesa ou contrapeso para a manipulação, a demagogia e a mentira.

reb disse...

Não sou tão pessimista. Concordo consigo que o capitalismo( e seu liberalismo economico) não tem valores. Aliás o único "princípio" parece ser a competição. A vida de algumas pessoas passou a ser o trabalho e o ginásio nas horas vagas. Como é possivel que haja homens e mulheres que trabalham 10 horas por dia???
Perdeu-se tempo para o pensamento. As pessoas deixaram de pensar, de se interrogar, de filosofar. Mas esta é uma fase que "vai dar o berro" como deram tantas outras. Como é possível que haja milionários com ilhas privadas, etc e, ao lado, pessoas a morrer de fome??? Onde estão os direitos humanos no meio disto tudo?? Se nada se fizer, os pobres( que são em maior numero) acabarão matando o maior nº de ricos que puderem....e, crianças filhos de pais que trabalham 10 horas em empresas, qdo forem pais não vão querer perpetuar esta "miséria afectiva".
Onde sou mais optimista? Acredito que o mundo é feito de mudanças ( basta saber um pouco de história) e que, gradualmente vão aparecendo vozes que denunciam isto e apresentam soluções. Talvez o barack obama seja uma pessoa dessas...

idadedapedra disse...

pois, o que me irrita nisto tudo é sermos tão animalescos numa raça que se pretende mais evoluída do que as restantes.
Pois não é isso que fazemos?
É bestialidade (e não tem nada a ver com bestial esta).
A minha esperança está em que nos consigamos aperceber a tempo do que andamos a matar (em cada um de nós e no planeta)... e alguma coisa mude.
No fundo a humanidade já foi talvez pior do que é hoje, não?
(isto digo eu aqui neste belo país europeu, não sei se uma menina na índia de casta inferior dirá o mesmo)

reb disse...

O que nos trama mas tb nos salva é o livre-arbítrio. podemos escolher fazer o bem ou o mal ( enqto os animais só fazem o que está determinado nos seus genes).
Sim, já fomos mto piores, sem dúvida ( e isso dá-nos esperança). No tempo das cruzadas, chacinámos povos inteiros em nome da nossa religião e de mtos mais interesses ( fomos iguais aos fundamentalistas muçulmanos de hoje, espalhámos o terror pelo mundo). Apesar de tudo, as democracias são um regime que nos dá alguma liberdade de sermos quem quisermos. O problema é que, a lógica do capital destrói os valores que demorámos tanto a conquistar. Transforma as pessoas em tecnocratas e perdem as referências que em comunidades mais disponiveis para o outro se ensinavam às crianças. Há uma crise de valores, penso eu, e é isso que é assustador...

reb disse...

Concordo que falta tb uma educação ecológica séria. O que fazemos ao nosso planeta é de uma crueldade sem limites.
A ultima coisa que li sobre isto foi uma reportagem sobre os sacos de plástico deitados ao mar. Ao que parece há peixes que morreram sufocados em plásticos e foram encontrados plásticos no estomago de baleias.
A babá tb me disse que os oceanos eatão cheios de hormonas, por causa da pílula contraceptiva que tomamos...

Tão só, um Pai disse...

Pela minha experiência recente, trabalhar 10 horas por dia é um bom horário nos dias que correm.
Não sou pessimista, nem sou um cidadão de baixa autoestima pelo seu país, apenas leio a realidade, a das mutações da globalização e as sua implicações. O nosso país é, cada vez mais, um mercado desinteressante, até como nicho é pequeno e demasiado periférico. No período da guerra fria, era geo-estratégico, afastado da linha da frente, a cortina de ferro, onde, a qualquer momento, poderia ocorrer o conflito, tinhamos um peso político importante. Mas o improvável aconteceu, o centro económico mudou-se, e mudar-se-à, cada vez mais, para leste, afastando-nos irremediavel e geograficamente enquanto alvo do investimento. Continuamos a ser um país de mão-de-obra barata, agora a da intelectual, porque, quer para a de baixa, quer para a de melhor qualidade, igual a ela existe muita por esse mundo. O mercado da mão-de-obra intelectual e "braçal", hoje, é global. Por exemplo, nos EU, professores universitários (estou a falar de professores universitários e não de doutorados) já começam a ganhar ordenados na ordem dos 1500 dólares (não são euros) e, ao contrário do que possa parecer, isso não acontece em universidades mixurucas. Não é preciso ser-se muito inteligente para perceber o que acontecerá à qualidade do ensino, cá e lá.
Não tardará muito para que a meia dúzia de monopólios estatais portugueses, como os da educação, da saúde, da segurança social e até o da segurança nacional, comecem a ruir. Simplesmente não criamos riqueza para os sustentarmos. A todos ficará mais barato assistir a aulas pela internet que, provavelmente, serão dadas a partir de qualquer parte do mundo. Teremos de ser nós a garantir a própria segurança, as armas vão proliferar. Na saúde, nada irá melhorar, ficaremos com os mais baratos que poderão não ser os minimamente competentes. Já não nos pensamos como um país, não por falta de patriotismo, mas porque as fronteiras já o são meramente linguísticas e a língua não se exporta. Pelo contrario, importamos as línguas dos outros, que são produzidas em massa. Sim, vem aí o farwest, à americana. Só não percebo porque não fazemos, já, o outsourcing do governo para um qualquer call-center em Bangalore. Sozinhos, enquanto país, não conseguiremos inverter isto.

JR disse...

Já fomos piores/a humanidade já foi pior
Num comentário anterior, falava do homem como centro do Universo. Hoje, se não nos consideramos o centro do universo, não deixamos de tudo olhar e classificar à nossa medida. Falar de valores, de princípios, classificar como bom ou mau, tudo é feito à medida dos nossos padrões. Neste sentido, continuamos a ser o centro de tudo, porque estabelecemos o padrão de tudo o que é dito.
Somos uma humanidade melhor? Não me parece. Não podemos hoje, querer ler os actos passados há mil anos com os nossos valores actuais. Para os padrões de há mil anos, a nossa sociedade seria provavelmente muito pior. Basta pensarmos naquilo que os mais velhos dizem sobre os tempos actuais. Para eles, a sociedade actual é sempre pior que a do “seu tempo”.
Mas talvez possamos classificar a actual como muito pior, porque existe um conhecimento da história e uma “democratização” dos saberes que nos possibilita uma reflexão sobre os nossos actos e que nos deveria impedir as atrocidades que continuamos a cometer.
Um dos exemplos é a moderna auto-escravização em nome de progressos e outras tretas. O Ocidente industrializado só existe graças à política de saque que desde os descobrimentos foi implementada, começando pelos portugueses e espanhóis. Mas os portugueses ficaram-se pelo saque, enquanto ingleses, holandeses, etc. foram evoluindo e a partir das matérias primas foram construindo algo mais: uma indústria.
Os direitos humanos são uma invenção recente, pouco mais de 100 anos e não são produto das mentes libertadoras de moralistas e outros, mas das exigências da economia. Um escravo não é rentável, porque não tem estímulo para trabalhar. Se for “livre” e tiver que trabalhar para o seu sustento, já tem mais “motivação”. Depois, há outro problema: quem compra o que é produzido? Para aumentar o lucro é preciso vender mais, portanto, é necessário que os trabalhadores recebam um salário que lhes permita comprar o que é produzido. Por isso, é conveniente que tenham direitos.
Será assim que a China chegará aos direitos humanos e não por boicotes aos jogos olímpicos. A explosão económica chinesa foi tão grande e rápida, que, ao mesmo tempo que todos os dias nascem novas fábricas, outras fecham porque já não têm onde colocar os seus produtos. Já há desemprego na China...
E chegamos ao Lypovetsky. Claro que ele não vai ao início daquilo que é a moral na sua origem, mas pega na moral quando já há uma história. E diz coisas bastante interessantes. Aliás, ele será, juntamente com Savater e Cioran (que morreu há 2 ou 3 anos) dos mais interessantes filósofos contemporâneos, no que respeita à reflexão sobre o quotidiano.
Moral quer apenas dizer o hábito, o costume. A Moral é assim constituída pelos hábitos e costumes. O que está de acordo com os hábitos dominantes é moral. O que os contraria ou ofende é imoral. No mundo ocidental, onde após a queda do império romano foi o papado a unificar o que começava a desagregar se, a moral cristã impõe-se enquanto o poderio da igreja permanece. Com o afrouxar desse poderio, também a moral religiosa perde a sua força.
Mas gostava de vos propor uma outra reflexão: Serão os princípios morais, verdadeiramente princípios ou apenas vêm no fim, como justificação dos actos? Isto é, primeiro ages, depois procuras a desculpa...
Também o conceito de valor tem uma origem interessante. Ele vem da economia. E um valor é algo que vale dentro de um determinado sistema de referências. Não é nunca absoluto. Varia de acordo com as circunstâncias.
Desculpem o comprimento do comentário...

reb disse...

Obrigada pelos comentários. Tenho aprendido muito neste blog :)
Vamos ao tema aqui deixado para reflexão: o que vem 1º: os valores ou os actos?
Isto leva-nos a um assunto que foi mto comentado noutro blog. Os animais que vivem em sociedade regem-se por "valores"?
Habituámo-nos a pensar que eles só têm instinto de sobrevivência e propagação da espécie e todos os seus comportamentos se enquadram nessa lógica.
Mas já vimos fêmeas cadelas amamentarem crias de gatos, por exemplo. E "solidariedade" e "altruísmo" existem em mtas espécies.
Somos animais com um cérebro muito mais desenvolvido. A vivência em sociedade obrigou-nos a construir um sistema de valores que tornasse possível a nossa sobrevivência. E aparece o conceito de bem e de mal, que vai mudando conforme as épocas da nossa história, mas que, resumidamente está presente neste ditado do povo: "não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti".
Sobre a época em que vivemos e para onde caminhamos, voltarei noutro post :)

Tão só, um Pai disse...

Se não me engano, da forma que vivemos, o primeiro valor é o que importa é o "eu", os outros são meros instsrumentos, com quem necgociamos meia dúzia de regras de comportamentos mínimos para sobrevivermos enquanto "eus". Desempenhamos papéis de acordo com o negociado, inventamos umas palavras bonitas. Conforme as circunstâncias, cooperamos, subjugamos ou manipulamos, também somos subjugados e manipulados e, quando nos ameaçam os "eus", principalmente se eles incluem a família, os comportamentos mínimos desaparecem, é o salve-se quem puder para adiar o inevitável. Somos pérfidos. Mas há quem já o seja na génese.

Tão só, um Pai disse...

Quanto aos bicharocos, são como o homem. Reproduzem o que aprendem. Se não forem ensinados, portam-se como a cadela que amenta o gato. Se a cadela fosse ensinada pelos seus, aprendia a chamar-lhe um figo. Mas há uma coisa, tanto o homem como os animais têm um instinto nato para protegerem os seus. Já fomos tribos, que tiveram, na sua génese, grandes famílias. Só não me explicaram como resolviam, nessa altura, os problemas da consaguinidade. O mundo de então não era tão global.

idadedapedra disse...

Imagino eu que os conceitos morais se vão formando à medida das necessidades numa sociedade.
Andar para aí a matar gente teve que ser considerado imoral porque não dava jeito à sociedade. Para isso criam-se leis e valores morais. Os valores morais são mais eficazes do que as leis para fazer cumprir o que se acha necessário para aquela sociedade, porque ficam a fazer parte da estrutura da mente.

idadedapedra disse...

pois, parece que toda a "evolução" (minha querida idada da pedra!) se faz porque a economia o manda. Tem um lado bom... estamos aqui na net e não estaríamos se não houvesse evolução. Mas para nós estarmos aqui tem que haver trabalho muito mal pago, gente muito injustiçada.
O meu principal exemplo é a indústria farmacêutica. Aquilo é uma máfia do pior... No entanto sem eles, sem esse pensamento económico constante, a medicina não evoluiria tão rapidamente; é só porque a eles lhes dá jeito arranjar um medicamento novo eficaz que venda muito, que investem na investigação...
Acho que é tudo assim mesmo nesta nossa evolução. Avança-se à custa de tanta crueldade, de tanta coisa "má".
Mas eu que sou uma optimista com fé gosto de crer que chegará uma altura em que se consiga espiritualizar um bocadinho isto tudo e se use a "evolução" para pelo menos tentar diminuir as diferenças sociais... Eu gosto de acreditar nisto. Que conseguimos fabricar o nosso espantoso cérebro à custa de muita crueldade mas que o conseguiremos usar para acabar com ela!

idadedapedra disse...

o primeiro valor é o eu porque somos só animais providos dos tais instintos de sobrevivência do individuo e da espécie.
Se virmos bem, isto vai sempre tudo lá parar.
Há duas leis universais interessantes que eu tenho gasto alguns momentos a meditar sobre:
- a lei do menor esforço
- a tendência para a normalizção.
Não sei se tem alguma coisa a ver com isto, mas lembrei-me agora delas e acho que dão direito a muita meditação. São leis da química, da química...

idadedapedra disse...

problemas de consaguinidade é claro que existiam, mas a mãe natura tratava deles: os ineficazes para a sobrevivência faziam com que não se reproduzissem tanto e pronto.
Mas por isso de vez em quando é necessário renovar genes. Há tribos que raptam fémeas de outras tribos exactamente para isso, para ir renovando os genes

reb disse...

O 1º valor é o eu?
Eu diria que o 1º valor é a mãe.
A mãe não só satisfaz as necessidades de sobrevivência física do bebé, como as suas necessidades de amor. Sem amor não se vive! Então, essa necessidade de afectos, esse instinto de pertença, já introduz o outro na nossa vida.
Depois passamos a pertencer a uma família, a uma escola, a uma comunidade, a uma sociedade....sempre numa interacção com outros, sempre o "eu" e o "outro". Somos animais sociais.

Qto á lei do menor esforço, penso que é uma característica da nossa inteligência: se podemos alcançar o que queremos economizando energias para as podermos gastar em outras actividades, isso prova que somos capazes de gerir o nosso tempo e as nossas energias.

A tendência para a normalização, quando não exagerada( rebanhos) serve para sermos animais adaptados/ajustados à realidade onde vivemos. São os valores sociais que aprendemos desde que nascemos ( começamos por aprender a usar o bacio, a comer com talheres, a falar a língua dos nossos pares) . É a socialização.
O problema vem quando nos tornamos sectários/rígidos/racistas e só aceitamos a dita "normalidade", discriminando quem ousa levar uma vida diferente dos padrões socialmente aceites.
Por isso, se fala tanto em "tolerância", embora seja tão difícil de pôr em prática...

idadedapedra disse...

:) a lei do menor esforço e a tendência para a normalidade, são leis da físico-química. Era a essas que eu me queria referir mas obviamente com deixando que se possa pensar em extrapolar essas leis atómicas para as sociedades :)
Então é assim:
- todas as reacções químicas obedecem à lei do menor esforço; para obter uma determinada molécula por exemplo, ela será feita através das reacções que despederem menos energia; o universo é muito poupadinho
- a tendência para a normalidade...
Normal na matemática é o valor mais frequente duma determinada série; por exemplo de todos os miúdos de 10 anos, a série constituída pelas alturas deles, tem 1 valor mediano (que não é o mesmo que a média); à curva de distribuição das alturas deles num gráfico chama-se curva de normalidade e o pico dessa curva é o valor da mediana...; mas isto é pensamento matemático e é difícil se calhar de entender
Mas nem era a esta normalidade que me estava a referir. Estava a falar de física: se puseres em contacto uma superfície quente com uma superfície fria, elas vão trocar energia até atingirem uma temperatura intermédia; os atómos estão sempre a tentar ficar todos muito iguaizinhos uns aos outros, no mesmo estado energético, sempre naquele que gastar menos energia.

Mas se quiseres extrapolar isto para a sociedade, dá pano para mangas.
Por isso eu digo que se a humanidade vivesse mais um milhar de anos, conseguiria descodificar o universo. E aí ou se concluiria que os sentimentos são todos atómos ou que os atómos são todos sentimentos :) Ou qualquer coisa aí pelo meio

reb disse...

Afinal as leis da física tb se podem aplicar às disciplinas humanistas. Nós tb somos muito poupadinhos no que diz respeito a poupar energias ( entre percorrer um caminho mais longo a um mais curto, todos escolhemos o 2º, a não ser que não haja meta a atingir e o objectivo seja a caminhada em si :) )
A 2ª lei tb não é estranha aos humanos. A culturalização, é a aprendizagem, inicialmente por
imitação, que cada individuo faz na sociedade onde nasce. E assim nos tornamos parecidos :)
Qto a vir a ser possivel explicar todos os mistérios do universo, duvido que alguma vez se possa saber o que nos acontece depois de o nosso corpo morrer....mas quem sabe? Naõ consigo imaginar, com a minha mente de 2º milénio depois de cristo :)

idadedapedra disse...

pois era aí mesmo que eu queria chegar... as leis provavelmente são sempre as mesmas, quer electrões (ou mesmo na ausência deles, onde não há matéria) quer em seres vivos complexos, quer no universo em si

LB disse...

Sim concordo que, nas actuais sociedades ocidentais o “eu” é o nosso primeiro valor, programado ancestralmente no instinto de sobrevivência e agravado pelo facto deste modelo de sociedade (capitalista) se manter mt próximo (em códigos) da “selva”.
Outras sociedades existem (a oriente) onde é ensinado, desde o nascimento, que o eu é uma parcela do todo, por isso, em si, menos relevante.
Este modelo retira obvia liberdade e importância ao indivíduo, favorece os grandes empreendimentos (tb desastres) sociais...
O drama da existência dilui-se no grupo.
Acredito que no meio destes 2 modelos, deve estar a virtude...

Qt à tendência para o normalizar (1) e à lei-do-menor-esforço (1)
1) É única forma de pôr ordem no caos e construir qq edifício. Um corpo constroi-se por replicas sucessivas. Nós aprendemos por imitação e repetição. A normalização está por isso na génese da nossa existência.
2) Pois, aí a resposta q te dou é; se o esforço der, de alguma forma, prazer, esta lei não se aplica!!!

LB disse...

Ps: Escrevi/enviei este comentário (acima)ontem à tarde, antes de sair de casa...Reenviei há pouco n tendo reparado q, entretanto, se fartaram de divagar sobre o tema :)) Cronologia: 17H, dia 05/03

reb disse...

O esforço dá prazer pelo esforço em si ou pelo resultado desse esforço?
"quem corre por gosto não cansa" :)

Tão só, um Pai disse...

Todo o esforço tem limites. Excedê-los de forma sistemática pode não ser sensato:) ... é o que nos dá prazer, se não moderado, enjoa ... ou estamos viciados ... acho :)

... as sociedades caracterizam-se, fisicamente, pela multi-normalidade ... tomemos como exemplo os tamanhos dos sapatos que calçamos, das camisas que vestimos, das calças que enfiamos, e por aí em diante.
Estranhamente, já houve quem tomasse decisões de produção pela média, e fosse à falência ...:)